quarta-feira, 14 de novembro de 2012

Dica de leitura



O livro O espaço geográfico - Ensino e representação de Rosangela D. deAlmeida e Elza Y. Passini, é uma ótima dica para os professores que sentem dificuldades quanto a elaboração de atividades e como se organizar em relação a matéria de geografia.
A linguagem é de fácil compreensão e até mesmo quem não está envolvido na área de educação ficará interessado nessa leitura, que propõe o aprofundamento do conhecimento para haver um melhor aproveitamento da matéria desenvolvendo um aprendizado integral e consistente, fazendo com que o aluno se torne um leitor e compreendedor de mapas.
Há várias citações teóricas deixando embasado que seu aproveitamento está envolvido com várias fases da educação e pautado por vários entendedores do assunto. Vale a pena embarcar nessa viagem de conhecimento e enriquecimento pessoal.

Edilaine Nascimento da Silva, Elaine Vieira Silva, Priscila de Araujo Pither e Shirley Rosana dos Santos

Uma aula de Geografia

TEMA: Os diferentes tipos de paisagens

PUBLICO ALVO: 1º ANO – ciclo inicial

OBJETIVOS GERAIS
Fazer com que a criança aprenda a se localizar dentro do bairro onde vive, entendendo-o como modificado ou não pelo homem, comparando esses dois tipos de paisagens.

OBJETIVOS ESPECÍFICOS
Reconhecer o bairro, discutindo as necessidades de infraestrutura local como habitação, artes, formas de lazer, mudanças de costumes, estabelecendo relação entre indivíduo, sociedade e natureza e suas consequências ao serem unidas. Noções de limites como rua e bairros. Limite temporal com comparações entre antes e depois da atuação do homem. Desenvolver noções de cartografia, como leitura de mapas e legendas.

CONTEÚDO DA AULA
Análise de diferentes paisagens, identificando elementos naturais e os modificados e como se deu essa modificação, utilizando procedimentos de observação, descrição e comparação na leitura da paisagem. Utilizar diferentes linguagens como: mapas, fotos, desenhos e filmes, procurando fazer com que o aluno reconheça o espaço onde vive e sua organização territorial. Diferenciar locais como o caminho de casa até a escola, buscando reconhecer pontos de referência.

ESTRATÉGIAS E METODOLOGIA DE AULA
Descrever vários tipos de paisagens, destacando com autonomia as ações feitas delas. Fazer um mural expondo fotos trazida pelas próprias crianças dos pontos de referência encontrado no caminho casa/escola e utilizar dele para roda de conversa onde descreveram como cada paisagem se encaixa no meio onde vive. Utilizar pesquisa com auxilio do professor fazendo descrição do seu bairro e socializar coletivamente as informações obtidas. Elaborar mapa em cartolina ou em maquete do trajeto que é feito por ele.

CRITÉRIOS DE AVALIAÇÃO
As avaliações são contínuas respeitando o ritmo de cada um, visando acompanhar o envolvimento do aluno em cada uma das etapas do projeto.

Edilaine Nascimento da Silva, Elaine Vieira Silva, Priscila de Araujo Pither e Shirley Rosana dos Santos

segunda-feira, 12 de novembro de 2012

Educação Especial, e agora??

Recentemente fui procurada pela preocupação de uma mãe a respeito de haver na sala do seu filho uma criança com necessidades especiais, numa sala com 25 alunos, e a professora ainda teria que dar uma atenção diferenciada para um, e quanto ao restante da sala? Seu maior medo era sobre o desempenho escolar do seu filho no ano letivo. Imagino que seja dúvida de muitos pais de alunos. As vezes temos que nos colocar no lugar da outra família, aquela que tem o aluno com dificuldades e nos perguntar o que faríamos no lugar deles, se deixaríamos nosso filho escondido dentro de casa porque o desenvolvimento dele é mais lento ou dificultoso que os das outras crianças.
A maior preocupação é para os pais, os filhos não sofreram a mesma criação discriminatória que muitos passaram, nós que atuamos dentro de escola percebemos claramente o quanto esse convívio é importante para o discernimento de cada criança. A alguns anos atrás (principalmente na época em que os pais desses alunos ditos como normais estudavam) não havia o interacionismo, o novo as vezes assusta.
Depois de alguns meses convivendo com uma criança especial, pergunte para seu filho a respeito do aluno, na maioria das vezes a criança nem percebe que tem um aluno diferente na sala, porque cada caso é um caso, as criança não são parecidas, independente do seu diagnóstico médico cada um tem uma personalidade, uma educação e uma visão de mundo diferente da outra, dependendo da sua realidade. A diferença que mais é percebida na maioria dos casos de inclusão, é a dificuldade do aluno na aprendizagem, por isso o professor procura o desenvolvimento pedagógico dessa criança, sem se esquecer dos seus limites, propondo atividades que não fujam da sua realidade, mas que também não faça com que seu conhecimento fique estagnado, pois todos merecem que seu desenvolvimento educacional seja preservado, independente de sua condição física e/ou psicológica.
Convivendo com as diferenças os alunos aprendem a respeitá-los e daqui a algum tempo, esse tipo de dúvida não vai sondar a cabeça dos adultos, pois desde cedo a integração foi sendo realizada como um processo gradual.

A cartilha e suas mazelas.

Apesar das diferenças e das divergências entre os autores de cartilhas, existe um ponto que unificam todas elas, transformado-as em uma só: a dependência do sistema de escrita em relação ao sistema oral. Todas as cartilhas partem do pressuposto de que para aprender a ler, o aprendiz deve transformar para depois chegar à compreensão.
Cartilhas sintéticas: partem de elementos não significantes da língua = letras ou sílabas. Iniciam o processo pela apresentação das vogais (norma seguida pela maioria das cartilhas). Em seguida, combinando-se vogais, trabalhando os ditongos e tritongos. Passa-se a seguir para as combinações das vogais com consoantes, dirigindo se então o ensino para o estudo das “famílias silábicas” resultantes dessas combinações.  As palavras surgem da combinatória das famílias silábicas já conhecidas. As cartilhas sintéticas propõem um processo combinatório, em que elementos não significantes da língua vão se somando até resultar em palavras; combinado-se as palavras surgem os textos. São as cartilhas mais tradicionais e seu uso parece ser bem restrito.
Cartilhas analíticas: partem de elementos, significativos da língua = palavras ou frases. Adotam procedimentos inversos aos da cartilha sintéticas; parte dos elementos maiores língua e através da decomposição chegam aos elementos menores. Esses elementos menores são então sistematizados através dos exercícios de fixação. São cartilhas raramente encontradas no Brasil.   
Uma cartilha ideal deve conter as palavras mais favoráveis, tanto em termos sócio cultural quanto lingüísticos, e essas palavras devem estar incluídas em textos que façam sentido e soam naturais para seus usuários. Para a seleção das palavras chaves (normalmente substantivos), os autores afirmam utilizar a realidade lingüística da criança, propõem palavras que tenham significados efetivo para o aprendiz, respeitando sua origem cultural.

http://www.google.com.br/imgres?q=a+cartilha+escolar&um=1&hl=pt

Edilaine Nascimento da Silva, Elaine Vieira Silva, Priscila de Araujo Pither e Shirley Rosana dos Santos

ROUSSEAU: defendendo princípios para educação da criança.

Jean-Jacques Rousseau foi um importante filósofo, teórico político e escritor suíço. Nasceu em 28 de junho de 1712 na cidade de Genebra (Suíça) e morreu em 2 de julho de 1778. Os seus 66 anos de existência tiveram uma enorme influência na educação.
Defendia projetos básicos com respeito à educação, como a crença na bondade natural do homem, e a atribuição a civilização da responsabilidade pela origem do mal. Se no desenvolvimento adequado é estimulado a bondade natural do individuo pode ser protegida da influencia corruptora da sociedade.
Os objetivos da educação, para Rousseau, comportam dois aspectos: o desenvolvimento das potencialidades naturais da criança e seu afastamento dos males sociais. O professor deve educar o aluno baseado nas suas motivações naturais.
O professor deve educar o aluno para ser um homem, usando a estrutura promovida pelo desenvolvimento natural do aluno, enquanto ao mesmo tempo mantendo em mente o contexto social no qual o aluno eventualmente será um membro. Isto somente pode ser conseguido em um ambiente bem controlado.
Seu método de educação era o de adiar o crescimento intelectual: ele demandava a criança demonstrar seus próprios interesses em um assunto e fazer suas próprias perguntas.
O objetivo é que o aluno desenvolva plenamente seu eu natural. Obviamente uma tal educação só será possível se o aluno fosse totalmente isolado da sociedade e não tivesse contato social, a não se com o professor.
O aluno somente entraria na sociedade quando a tendência para a socialização surgisse como uma de suas necessidades naturais. Isto aconteceria na adolescência após desenvolvimento da razão.
A natureza que as crianças sejam crianças antes de serem homens. Se quisermos perturbar está ordem produziremos frutos precoces, que não terão maturação nem sabor e não tardarão em corromper-se, teremos jovens doutores e crianças velhas. A infância tem maneiras de ver, de pensar, de sentir que lhe são própria nada menos sensato do que querer substituí-las pelas nossas.
A educação primeira deve, portanto ser puramente negativa. Ela consiste não em ensinar a virtude ou a verdade, mas em preservar o coração do vicio e o espírito do erro. Se pudesse conduzir vosso aluno até a idade de 12 anos, sem que ele soubesse distinguir sua mão direita da sua mão esquerda, logo as vossas primeiras lições os olhos de seu entendimento se abririam para a razão. Sem preconceitos, sem hábitos, nada o teria em si que pudesse contrariar o resultado de nossos cuidados. Logo ele se tornaria, em vossas mãos, o mais sensato dos homens, e começando por nada fazer tereis feito um prodígio de educação.
Como não se quer fazer de uma criança uma criança e sim um doutor, pais e mestres nunca acham cedo demais para falar, corrigir, repreender, lisonjear, ameaçar, prometer, instruir, apelar para a razão.  

sexta-feira, 9 de novembro de 2012

TESTE DE BONECA comentado

http://www.lojasbebe.com/files/2011/01/boneca-preta-e-branca-loja-bebe-300x225.jpg


Apesar de todas as ideias sobre discriminação, ainda vemos com muita frequência atitudes como estas observadas no vídeo Psicologia-Teste de Bonecas. Muitas pessoas são levadas a pensar que o negro é ruim, e isso é passado para as crianças, de forma as vezes inconsciente. Infelizmente isso é uma postura que está inserida na sociedade já há algum tempo, através do preconceito linguistico, afinal temos frases do tipo: o lado negro da história, nos levando a achar que o negro é uma palavra negativa e que o que é negro se torna ruim. O mundo passa por constantes transformações e as pessoas estão procurando excluir dos seus dicionários palavras como essas que discriminam e denegri, porém essa é uma posição tomada a muitos anos que é complicado erradicar, não impossível, com pequenas atitudes dentro de nossas próprias casas conseguimos diminuir e dar exemplos de boa educação e respeito com o próximo independente de sua cor de pele, afinal o que importa não é a cor que a pessoa tem por fora, mas as atitudes que ela transmite diariamente.

Edilaine Nascimento da Silva, Elaine Vieira Silva, Priscila de Araujo Pither e Shirley Rosana dos Santos

segunda-feira, 29 de outubro de 2012

A importância de um bom estágio

https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEiakuUC4KhUKD7G2w3CQb5POLcgwZCFIiC3nckYtDpa7rj_JmbJNiikhC0RY2FZzdwIYZGZ4pAG2epAN-UAd3Ec0b55yfGSeACk1_2zNwC1DFXIFFXROEtJSZxIMhnRk1TKhaxqpK_w6Qmj/s1600/ESTGIO1.jpg
A frase, educação direito de todo cidadão e dever do Estado, não deve ser ouvida e utilizada como se essas palavras não devem sair do papel, todo cidadão comum que pagam seus impostos tem o direito de ter acesso a uma educação de qualidade gratuita, com acesso a todos, financiada e mantida pelo poder público, garantindo: ações coerentes e articuladas que promovam a unidade do sistema, laicidade, respeito às diferenças, convivência sem discriminações ou privilégios.
Para a qualidade deve haver uma boa qualificação profissional para as pessoas que fazem parte da educação, entre vários itens há o estágio, ele proporciona o complemento as atividades desenvolvidas dentro de sala de aula.
Importantíssimo para uma boa formação profissional pois é através dele que o educador conhece como é o trabalho dentro de uma escola, entende como funciona o dia a dia para saber se essa é realmente sua vocação. Ele mostra na prática o que aprendemos na teoria, proporcionando a realidade do que estamos estudando e contribuindo para o desenvolvimento nas habilidades pré adquiridas, propiciando oportunidade fazendo perceber nossas próprias deficiências e buscando nos aprimorar nelas, estimula o senso crítico, entre outros exercícios de conhecimento.
Eu pessoalmente gostaria de dizer que o meu está sendo uma experiência muito importante e está contribuindo para a minha vivência pessoal e profissional, através dele estou descobrindo novas maneiras de fazer a mesma tarefa, e novas tarefas que podem ser feitas com as mesmas maneiras.
Participar da vivência em sala de aula, está me fazendo adquirir habilidades que eu talvez não tivesse notado, e estimula minha mente para as novas práticas didáticas que muitas vezes só ouvi dizer em sala de aula da faculdade. Minha experiência está sendo proveitosa e me deixa mais preparada para minha escolha como professora.
Os pais dos alunos deveriam cobrar o currículo profissional do professor, e averiguar se ele está qualificado para a prática docente, através da faculdade que ele se formou, quais os requisitos para conseguir o diploma, como foi elaborado seu currículo, e quais os processos foram exigidos dele. Hoje o estágio é obrigatório, e visa uma complementação do aprendizado desenvolvido em sala, o professor não obtém o diploma se não for cumprido de forma integral, mas nem sempre foi assim, por isso é fundamental acompanhar o currículo profissional do professor pois a educação passa por mudanças constantes e nem sempre a pessoa está qualificada e apta a desenvolver o trabalho pedagógico dentro dos parâmetros atuais. Fique atento com quem está dando aula para seu filho, pois esse momento vai ser importante para o resto da vida dele, o que se aprende numa boa escola, com bons profissionais jamais é esquecido.

Elaine Vieira Silva e Priscila de Araujo Pither